Usar a expressão “atentado a bomba” para descrever o que se passou no Instituto Lula é pura histeria

Leio por ai que o Instituto Lula foi vítima de um “atentado a bomba”. Não sei vocês, mas quando eu leio “ataque a bomba” e “atendado a bomba”, me remeto a malas ou mochilas escuras deixadas ao relento em parques e restaurantes. Me remeto a operações anti-bomba, isolamento de área, robôs sendo usados para desarmar dispositivos explosivos. Me remeto igualmente ao Oriente Médio, com fanáticos islâmicos usando o corpo e carros para explodir ambientes públicos e forças ocidentais.

Quando a sede da Editora Abril foi atacada por militantes da União da Juventude Socialista, ninguém no jornalismo se referiu a coisa como atentado. Quando integrantes do MST depredaram laboratórios e fazendas produtivas, ninguém no jornalismo se referiu a coisa como atentado. O fato é que aliados e simpatizantes de Lula já fizeram coisas bem piores a outras propriedades privadas e jamais foram descritos pelo noticiário com expressões tão fortes como “atentado”.

Ao comparar as expressões usadas pelo noticiário com as imagens dos danos ocasionados no referido instituto só podemos chegar a conclusão de que se trata de pura histeria, de um ridículo e de um despropósito. No máximo o Instituto Lula foi alvo de vandalismo. A narrativa dada pelos jornalistas parece construída para vitimizar o ex-presidente, como se ele estivesse sob ameaça de trogloditas e selvagens anti-petistas.

Atentado
 O “atentado a bomba” no Instituto Lula e o atentado a bomba no Oklahoma City

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