O impeachment nos fará bem

Em 1992, o Brasil vivia um momento muito parecido com esse que está tendo agora. Uma enorme crise política, recheada de graves crimes cometidos contra o erário, somada a um ambiente econômico danoso aos brasileiros. Troquem Collor por Dilma e aumentem o apetite por cafajestagem dos integrantes do governo e teremos o mesmo cenário.  O “Caçador de Marajás” capitulou. Passa da hora de ocorrer o mesmo com a “Mãe do PAC”.

É preciso deixar claro que a democracia não se esgota no voto. Democracia é o cumprimento de leis, a seguridade e funcionamento de instituições, dentre outras características que ultrapassam o mero depósito do voto na urna. Foram os bolivarianos aliados do PT que deram ao processo eleitoral a palavra final sobre o destino de um pretendente ao governo. Um presidente tem sua legitimidade pelo voto, mas que só se mantém se ele seguir a lei. Uma vez que deixe esse pressuposto de lado, deve sair.

Há pelo menos três vertentes  que podem originar a queda de Dilma. O Tribunal de Contas da União pode reprovar as contas do governo. O TSE pode cassar o diploma da mandatária. A responsabilização política pelos fatos ocorridos na Petrobras pode ser dada pelo Congresso. Qualquer uma dessas hipóteses é democrática, constitucional e legal. Juristas reconhecidos como Modesto Carvalhosa e Ives Gandra Martins já entendem que as razões para um processo por crime de responsabilidade estão postas. Falar e defender isso não é golpe. Golpe é querer ficar no poder apesar da lei e ameaçar a tranquilidade do país com a convocação de “exércitos”.

Sou entusiasta do impeachment.  A administração petista é um peso morto. Um cadáver insepulto. Ela atrasa o progresso do Brasil, intoxicando a economia com sua falta de confiabilidade, e arrasta as instituições para o mar de lama que criou com o propósito de aparelhar o estado. O fim do governo Collor permitiu que Itamar Franco liderasse um governo de união nacional. Retomamos a confiança e foram dadas as condições para a criação do Plano Real. Só tiramos louros da experiência.  Um governo bandido não pode ficar no poder por medinho e pundonor de pessoas que até não gostam dele, mas que temem pelo futuro do país. Não se preocupem, nós só temos a ganhar. Quem tem a perder é o projeto de poder.

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