Tocqueville votaria contra Fachin

Exposto o seu pensamento esquerdizante e marxista, o advogado Luiz Fachin, indicado por Dilma para o STF, correu para acalmar os “setores conservadores da sociedade”, como poderia escrever certo jornalismo. Deu uma entrevista ao Valor Econômico e se declarou “liberal” e “admirador” de Alexis de Tocqueville. Tenho certeza que o contrário não seria recíproco.

O “liberal” Fachin, em 2010, participou de um ato político em favor da candidatura da atual presidente, pela continuidade do governo mais perdulário, intervencionista e estatista desde Geisel.

Nos idos dos anos 80, Luiz Fachin, em texto intitulado “A calibração das contradições sociais”, escreveu o seguinte sobre propriedade privada:

“O instituto da propriedade foi e continuará sendo ponto nevrálgico das discussões sobre as questões fundamentais do País. (…) De um conceito privatista, a Constituição em vigor chegou à função social aplicada ao direito de propriedade rural. E um hibridismo insuficiente, porque fica a meio termo entre a propriedade como direito e a propriedade como função social. Para avançar, parece necessário entender que a propriedade é uma função social.”

Nos idos do século 18, Alexis de Tocqueville, “admirado” por Fachin, disse na Assembléia Constituinte francesa, também sobre a propriedade privada:

“Desde o primeiro socialista que disse, há 50 anos, que “a propriedade é a origem de todos os males do mundo”, ao socialista que falou dessa tribuna e que, menos generoso que o primeiro, passando da propriedade para seu proprietário, exclamou que “propriedade é roubo,” todos os socialistas, insisto, todos, atacam, direta ou indiretamente, a propriedade privada. Não pretendo afirmar que todos que o fazem agem da forma franca e brutal que um de nossos colegas adotou. Mas digo que todos os socialistas, por meios mais ou menos diretos, se não destroem o princípio sobre o qual ela se baseia, transformam-no, diminuem-no, obstruem-no, limitam-no e moldam-no como algo completamente estranho ao que nós conhecemos e com que nos familiarizamos, desde o começo dos tempos, como propriedade privada.”

O auto-alegado liberalismo de Luiz Fachin é uma fraude maior que o balanço contábil da Petrobras. Se Tocqueville fosse parlamentar no Brasil, votaria contra a sua nomeação ao Supremo.

Alexis_de_tocqueville
Tocqueville não é Alvaro Dias
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