O advogado Fachin e seu advogado Alvaro Dias

Ao longo dos anos de governo petista, na quase integralidade do tempo, Alvaro Dias carregou a oposição de verdade nas costas. Uma pena notar que ele mesmo parece não ter a exata noção de sua responsabilidade no momento histórico em que nos encontramos. Ao dar parecer favorável a indicação de Luiz Fachin ao STF e externar um bairrismo ridículo em sua defesa, ignorando as provas cabais de suas ligações ideológicas e eleitorais com a presidente, o senador joga no lixo sua carreira e trai as pessoas que até esses dias viam com admiração o seu trabalho no Congresso. Que morte horrível.

O Senador Alvaro Dias parece aquele time aguerrido, com pinta de copeiro, que enfileira sequencias de vitórias até ser derrotado por um a zero com gol contra na semifinal. Depois da eliminação, de que adianta a boa campanha?

Luiz Fachin é um esquerdista celerado, inimigo da propriedade privada e do conceito de família. No fundo ele despreza o direito, e o vê como imposição burguesa que impede uma mais efetiva e rápida aplicação da coletivização socializante

Adendo: Não ignoro de modo algum que Dias lutou bravamente pelo Impeachment de Lula, que tenha se posicionado com destemor ainda quando Lula ostentava popularidade gigantesca, que tenha combatido o Decreto 8243, e nem que tenha sido o primeiro a se colocar a favor das manifestações contra o governo. Quem ignora tudo isso é o próprio Alvaro Dias.

Confiram meu comentário mais abrangente para a Rádio Sonora:

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Um comentário sobre “O advogado Fachin e seu advogado Alvaro Dias

  1. Acabo de provocar o Senador Álvaro Dias sobre seu apoio ao deletério candidato a ministro do STF:
    Senador, veja o que escreveu o Sr. Fachin sobre o direito à propriedade:
    ***
    3.1. Definição constitucional da natureza do direito de propriedade rural
    De um conceito privatista, a Constituição em vigor chegou à função social aplicada ao direito de propriedade rural. E um hibridismo insuficiente, porque fica a meio termo entre a propriedade como direito e a propriedade como função social. Para avançar, parece necessário entender que a propriedade é uma função social. Isso poderá corresponder à efetiva supremacia dos interesses públicos e sociais sobre os interesses privados, gerando inúmeras consequências, inclusive além da questão agrária. 305 Se, ao invés de a propriedade rural ter uma função social, ela se tornar função social, concluir-se-á que não há direito de propriedade sem o cumprimento dos requisitos da função social. Essa configuração poderia permitir a um Estado democrático arrecadar todos os imóveis rurais que sejam enquadráveis nessa categoria, sem indenização. Se não há direito, logo, não há o que indenizar. Entender, hoje, que não há propriedade rural sem função social é uma construção teórica correta, mas cuja base jurídica ainda deve ser conquistada.
    ***
    Qual a sua opinião sobre isso que está escrito, Senador Álvaro Dias?

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